
Na 105 Sul, Brasília, tem uma cafeteira muito boa. O café vienense deles é espetacular, vale a pena experimentar.
Esses dias para trás sentado numa mesa, tomando uma xícara de café e ouvindo a conversar do vizinho, escutei: Nossa! O mundo está perdido, muita violência, a maldade humana está cada vez pior. Pense bem, quantas vezes você já escutou essa frase durante a sua vida? Milhares, não?
Na semana passada li um livro que falava que as mulheres gregas, no auge da Sociedade grega, cometia adultério sem o menor escrúpulo e seus maridos retribuíam estuprando as escravas. Atitudes que se vista pela nossa sociedade atual (2009) seria considerados como atos abomináveis. Pergunta-se então, o que realmente mudou no ser humano desde a grande sociedade grega até os dias atuais?
Lembro-me das minhas aulas de Sociologia Geral no 1° semestre se faculdade, matéria ministrada pela professora Dra. Ana Maria Schiaviatto (que Deus a tenha), onde se questionava as bases cientificas da evolução humana. O que realmente cresceu no ser humano durante tanto tempo de civilização?
Um ponto interessante a ser analisado talvez seja o nosso medo do mundo. O nosso medo da maldade humana, que sempre existiu, se agigantou dentro de nos, tomando proporções que fazem com que as nossas atitudes sejam cada vez mais insensatas e com conseqüências mais graves. Os pais enclausuram os filhos com medo de perdê-los para violência, para outro homem e para o mundo.
Esse valor está invertido. O ser humano é que possui o potencial e o mundo é que devia ser a vítima. Logo, é o mundo que deve ter medo de nos. O grande exemplo disso é a degradação ambiental feito pelo homem no planeta. Porque somos capazes de modificar o meio ambiente e temos um grande medo do convívio social?
A solução do problema encontra-se do outro lado da moeda. Enquanto nos escondemos para nos proteger, com medo do mundo. Esquecemos que existe o outro que também se esconde de nos. Vivemos cada um em uma bolha com medo da maldade uma. Certo seria estourar essa redoma de vidro e conviver mais com próximo. Sabe que o outro existe. Escuta-lo. Ajuda-lo. Junto com a maldade humana existe a gratidão e essa sempre vence quando desafiada por algo ruim. Obviamente sempre a exceção a regra, mas acredito eu que deixássemos a solidariedade entrar em nossa vidas teríamos menos medo do mundo, menos medo do próximo. A vida seria bem mais tranqüila como um bom café no final de tarde.

2 comentários:
Lééo!!
Fiquei com pena e vim comentaar ^^
Nem sei o que...
Nun conheço o café!
Mas se vc quizer me levar xD~
eu aceitoo =P
Bjs........ =******
Léo, para quem é geração coca-cola, lembramos que o café também traz a aproximação entre as pessoas, para um bate papo, uma leitura, um afago ou mesmo um desabafo...vou seguir seu conselho e experimentar o vienense! quem sabe a gente sai da bolha e se aproxima de outros...e lendo o seu texto veio uma saudade enorme da rua em que eu morava...sempre estávamos fora de casa olhando as crianças, participando das brincadeiras, batento papo, ouvindo uns aos outros...e como em tão poucos anos tudo mudou...corremos o tempo todo e não sabemos onde vamos chegar...estamos sempre cansados e sem tempo para sorrir com os vizinhos...e a vida esta passando...e o medo de sairmos do nosso casulo nos deixa solitários, vazios, pobres...Vamos a luta? vou lá na rua e matarei um pouco a saudade da vizinhança. Seu texto me fez refletir...não desista, e voce não fará parte das pessoas na bolha...
Postar um comentário