sábado, 25 de julho de 2009

Me leve contigo pequena Dorothy!

Dois anos se passaram desde que Dorothy sofreu aquele acidente o qual a fez viajar pela terra mágica de OZ. Contudo as lembranças de sua viagem eram tão nítidas na sua cabeça que numa bela manhã de sábado ensolarado, Dorothy resolveu passear com Totó pela fazenda enquanto sua tia Em fazia um bom doce de leite. Aproveitaria o passeio para ver se as suas idéias ficavam mais claras dentro de sua cabeça.

Durante o passeio, perto de um córrego que passava no sul da fazenda, a pequena Dorothy encontrou um jovem sentado numa pedra lendo um livro de poesia. Estranhara, pois nunca tinha visto aquele menino antes pela redondeza, e Dorothy tinha o conhecimento de todos os meninos que moravam na vizinhança. Aproximou-se e perguntou o que o menino fazia e quem ele era. O menino respondeu que era o filho mais velho do fazendeiro que acabara de comprar as terras ao norte da fazenda. Disse também que ele estava lendo aquele livro para poder recitar para uma menina que tinha lhe chamado atenção.

Dorothy muito interessada na história do menino começou a interrogá-lo, e logo descobriu que ele não conseguiria fazer o que pretendia, pois lhe faltava alguns atributos, porém ela não sabia quais eram. Então ela começou a contar a sua viagem para encontrar o mágico de OZ, e percebeu que os atributos que faltavam naquele garoto eram os mesmos que faltavam ao Leão, ao Homem-de-Lata e ao Espantalho. Então o menino perguntou se a bruxa boa do norte podia dar-lhe aqueles atributos, já que o grande mágico de OZ era uma grande farsa. Contudo Dorothy não sabia como voltar à terra de OZ, na verdade, nem sabia se realmente aquilo tinha existido.
Foi então que o menino percebeu que Dorothy ainda tinha os sapatos de rubi e a sugeriu que tentasse voltar a OZ e o levasse junto para conhecer a bruxa boa do norte. Então Dorothy juntou os pés, bateu três vezes os calcanhares, segurou firme na mão do menino e desejou que voltasse a OZ.

Como um passe, lá estavam eles em frente à Cidade de Esmeralda, que era governada pelo Leão, o Homem-de-Lata e o Espantalho. Foram até os governantes, que por sinal a receberam muito bem, e lhe pediram a informação de como encontrariam a bruxa boa do norte. Foram informados para seguir a estradinha de tijolos azuis. Não perderam tempo e foram.
O Caminho era longo e sinuoso. Demoraram bastante. Todavia, chegaram ao castelo onde morava a bruxa boa do norte. Ela o recebeu e logo o menino pediu:

_ Quero um coração para aprender a amar a minha amada, quero um cérebro para ser inteligente e conquistar a minha amada e quero coragem para que possa fazer tudo isso, boa bruxa do norte.

_ Meu caro amigo, Dorothy te trouxe aqui para que você pedisse esses atributos. Mas ela mesma não percebeu que a sua amada é ela mesma e esse tempo todo que passaram juntos você conseguiu conhece-la ao ponto de amá-la, você foi inteligente o suficiente para agradá-la trazendo ela de volta a terra de OZ e teve coragem de mostrar o seu amor.

Dorothy ficou encabulada, mas ao mesmo tempo feliz. O menino então ajoelhou e como se tivesse pintado a cara com uma tinta vermelha começou a declamar um poema.

No final disse a bruxa boa:

_ Pequena Dorothy, na sua ultima viagem você aprendeu que aquilo que procuramos está dentro de nós mesmos. Nessa segunda você aprendeu o significado do amor. Siga seu rumo e ensine ao mundo essas suas lições.
Esse conto é dedicado a Beatriz Silveira e Maria Helena

4 comentários:

Aninha Memoria disse...

Essa Dorothy...
Só conquistando!! aushuahsuahsuahsuahsuhasuhas
Mamãe disse que pela primeira vez não tem erro de ortografia no texto!!
Parabééns, LeoN!! hehehehehehe
=**

Bia Silveira disse...

Léo, q fofo o conto =)
Obrigada pela dedicatória!
Fiquei sabendo que me ligou... mas as coisas estavam um pouco corridas, por isso n retornei a ligação.
Espero q esteja td bem ctg!
beijo grande!

Bia disse...

Lindo seu conto Léo!
Adoro como você escreve!!!
Lhe desejo uma linda semana!

beijos com muito carinho,

Bia Maia

Suelen disse...

ooooo genteee!! Que conto mais fofo!! realmente a gente as vezes não percebe como as melhores virtudes que desejamos ter estão dentro de nós mesmos!!! vc escreve muito bem léo! parabéns!

bjoo

suelen